O livro "um minuto para mim" de Spence Johnson é um livro curtinho, de palavras simples e com uma lição valiosa - vale pegar para ler nos intervalos da vida. Não encontrei em pdf, então fico devendo para baixar.
Trata de um ensinamento simples para buscar a felicidade o qual sustenta, resumidamente, que para nos sentirmos mais alegres, devemos cuidar tão bem de nós mesmos quanto cuidamos dos demais. Com isso, aparentemente ficaremos mais contentes, melhorando nossa forma de tratar os demais e nossos relacionamentos interpessoais, gerando um ciclo virtuoso.
Para começar a utilizar o conceito, o ponto principal é adquirir o hábito de parar por um minuto, algumas vezes ao dia, e questionar: “Há alguma maneira de eu cuidar de mim mesmo neste exato momento?". Esse minuto irá mostrar o que no momento nos fará bem e, mudando nossa atitude, possivelmente mudemos todo o rumo de uma situação ou pelo menos do nosso dia.
O autor trata este minuto como o ponto de partida para analisar uma situação e tomar uma decisão mais acertada, que ele comparar como parar em um sinal de trânsito – é preciso parar, olhar e escutar. Acredito que a dica é parar os pensamentos, olhar o que precisamos e escutar nossas necessidades, para apenas então decidir o que fazer.
Ele apresenta que para cuidar bem dos demais, antes é preciso cuidar bem de si, exemplificando com a lógica de que um dos primeiros sinais que um depressivo apresenta melhoras é quando começa a se pentear.
Vejo este minuto apresentado como um momento de planejamento das ideias para só então agir. Muito se diz de tomada de decisões e ao contrário dos orientais, os ocidentais acabam fazendo sem planejar, o que muitas vezes caracteriza retrabalho e perda de tempo. Esse minuto é, portanto, uma maneira de entendermos o que precisamos sem precisarmos dar voltas para chegar através do acerto e erro, creio eu.
Esse minuto pode significar, portanto, o encontro do que realmente nos importa na vida, para conseguirmos planejar e ter o que queremos: mais tempo com a família, viagens ou uma boa leitura, por exemplo.
Durante o desenrolar do livro é apresentada a necessidade de verificarmos a nossa essência através deste momento que paramos, mostrando que, na realidade, parte das respostas que procuramos está dentro de nós, não nos outros, em coisas ou lugares.
O autor separa o livro em três momentos - para que o conceito funcione, é preciso dividir a aprendizagem nestas três partes: eu, você e nós.
Não é a toa que a maior parte do livro nos ensina a olhar para dentro. Essa deve ser, em minha opinião, a parte mais difícil. Mudar um conceito que temos há anos é realmente muito difícil, logo, tirar um minuto, apesar de parecer simples, não será efetivamente. Mesmo quando fazemos algo por nós (como ir ao parque ou fazer exercícios), nem sempre paramos para pensar que aquilo é especificamente um presente que nos damos.
Outra coisa é que nessa sociedade em que vivemos do imediatismo e da satisfação momentânea, da mídia e do consumismo excessivo, olhar para nós é um hábito que dificilmente possuímos, então é preciso disciplina para conseguir.
Quando finalmente conseguimos parar um minuto para olhar para dentro e escutar nossas necessidades, algo começa a mudar segundo o livro: mais realizados finalmente vemos que isso não basta e entramos na segunda fase, no momento de cuidar do outro – ensinando as pessoas a cuidarem de si. Com isso, as pessoas passam pelo mesmo processo de autoconhecimento, ficam também mais felizes consigo e também conosco.
Por fim, vem o momento de cuidar de nós, ou seja, do relacionamento com as pessoas, independente de quem seja. Ele apresenta que quando nos cuidamos, o melhor de nós (ou, como chamado no livro, o melhor eu) é apresentado à sociedade, retornando possivelmente melhores resultados. Na verdade é basicamente a lógica iogue de sorrir para o mundo para que o mundo sorria para você.
De qualquer maneira, a lição central quanto aos relacionamentos é que não devemos, porém, esperar que os demais nos satisfaçam porque caso isso não ocorra, existirá o desapontamento. Ao invés de esperar sermos amados, devemos aprender a amar.
Em resumo, cuidando melhor de nós, nos sentiremos bem e, com isso, poderemos cuidar melhor dos outros, amando sem esperar nada em troca, acabando com a expectativa quanto à maneira de agir das pessoas, melhorando os relacionamentos. Se todos cuidarem de si, o mundo possivelmente seja um lugar melhor para se viver.
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